Trabalho FP101
FP101
– Teorias da aprendizagem e bases metodológicas na formação
Trabalho
conv. ordinária
Indicações
gerais:
O trabalho desta disciplina deve ser
obrigatoriamente
realizado em grupos de 3 ou 4
estudantes. Para a organização dos grupos, deverão ser seguidas as
instruções fornecidas no fórum por parte do professor.
Apenas poderão realizá-lo individualmente os
estudantes que entregarem ao professor a justificativa
correspondente. Se entregar individualmente o trabalho sem contar com
a aprovação do professor não poderá obter uma nota de excelência,
podendo obter no trabalho uma pontuação máxima de 8, em um total
de 10. A capacidade para trabalhar em grupo é uma das competências
transversais a ser desenvolvida no programa.
Os estudantes devem ler o texto:
Kenski, V. M. (2015). A urgência de propostas
inovadoras para a formação de professores para todos os níveis de
ensino.
Revista Diálogo
Educacional, 15(45),
423-441.
Ele estará disponível no ícone “Leitura
Obrigatória” da página onde se encontram estas instruções.
A seguir, a partir das reflexões do texto, dos
conteúdos da disciplina e das leituras obrigatórias, definir quais
os elementos principais que devem constar em uma proposta de formação
docente destinada a este contexto:
Na Faculdade de Física e Química da
Universidade X, há 27 professores. A maioria percebe a necessidade
de atualizar-se. Sentem que, por terem tido sua formação em uma
concepção de ensino tradicional, necessitam de uma formação
específica relacionada às tecnologias e à aplicação de
procedimentos metodológicos mais inovadores a permitirem o
atendimento adequado às novas demandas e complexidades geradas por
sua prática docente atual.
Os professores possuem doutorado ou mestrado na
área de conhecimento que ensinam, mas poucos dispõem de formação
específica em didática (apenas oito). Por outro lado, 17
professores possuem mais de 10 anos de experiência docente
universitária, e os demais possuem menos.
Com estes dados, devem ser definidos os seguintes
elementos da proposta de formação concreta:
Os objetivos da ação formativa.
O modelo de formação do professorado.
Os tipos de modalidades formativas.
Os conteúdos da formação.
A duração da ação da formativa.
A proposta deve apresentar argumentos
em todos estes aspetos.
Requisitos formais:
Extensão: 5
páginas (sem contar as
instruções, os enunciados, a bibliografia e os anexos –se
houver–) (700 palavras, aproximadamente).
Tipo de letra: Arial.
Tamanho: 11 pontos.
Espaçamento entre linhas: 1,5.
Alinhamento: Justificado.
O trabalho deve ser realizado neste documento
Word seguindo as normas de apresentação
e edição quanto às citações e referências bibliográficas (ver
o Guia de Estudo).
A entrega deve ser feita seguindo-se os
procedimentos descritos no documento de
avaliação da disciplina e
em hipótese alguma deve ser enviado ao
e-mail do professor.
Por outro lado, lembramos que existem alguns
critérios de avaliação
cujo conhecimento por parte do estudante é considerado de suma
importância. Para mais informações, consulte o documento
de avaliação da disciplina.
Muito importante:
na capa que aparece na página a seguir devem ser indicados os dados
pessoais que se detalham e o título do trabalho (o trabalho que não
cumprir com as condições de identificação não será corrigido).
Após a capa, deve ser incluído o Índice do trabalho
TRABALHO
- FP101
formação
digital para docentes
Elisabeth Hülsmann Bauer de Oliveira
Jorge Nazareno neto Schemes
Joseane Maria Fianco Amorim
Grupo: 47
Data:
18 de Agosto de 2022
ÍNDICE
formação
digital para docentes
|
Pág.
05
|
1.
Objetivos da Ação Formativa:
|
Pág.
05
|
2.
O Modelo de Formação do Professorado
|
Pág.
05
|
3.
Os Tipos de Modalidades Formativas
|
Pág.
06
|
4.
Os Conteúdos da Formação
|
Pág.
07
|
5.
A Duração da Ação Formativa
|
Pág.
07
|
formação
digital para docentes
1. Objetivos da Ação Formativa:
O principal objetivo dessa ação formativa é
atender as novas demandas e complexidades geradas pela prática
docente dos professores de ensino superior da Faculdade de Física e
Química da Universidade. Tais professores carecem de atualização e
necessitam de uma formação específica relacionada às tecnologias,
bem como a procedimentos didáticos e metodológicos mais inovadores
e suas aplicações tendo como referencial teórico o conectivismo.
Considerando que os professores possuem doutorado
ou mestrado na área de conhecimento que lecionam e que apenas 08 têm
a formação específica em didática. Considerando ainda que 17
professores têm mais de 10 anos de experiência acadêmica e os
demais menos de 10 anos, faz-se necessário organizar um planejamento
e implantação de propostas inovadoras para a formação de tais
professores. Sendo assim, a presente proposta de formação dos
docentes Universitários envolverá o uso de Redes Sociais como
possibilidade de maior intercomunicação entre docentes e
acadêmicos, bem como a utilização dessas redes para a formação
transdisciplinar entre seus pares, promovendo a integração entre os
cursos presenciais e a distância e ampliando o círculo de atuação
das próprias Universidades em Redes para alcançar diversos
segmentos da sociedade.
2. O Modelo de Formação do Professorado:
As necessidades
educacionais da sociedade contemporânea exigem novos desafios na
formação docente. Conforme expõe Kenski,
Em uma
sociedade ágil e plena de mudanças a formação de professores deve
ser flexível e dinâmica. Em um momento de excesso de informações
e muitas incertezas é preciso criar mecanismos para filtragem,
seleção crítica, reflexão coletiva e dialogada sobre os
conhecimentos disponíveis, focos de atenção e de busca da
informação. (KENSKI, Disponível On Line)
Sendo
assim, é urgente ir além das estruturas fechadas de ensino sendo
imperativo repensar e reformatar o processo de formação do
professorado a partir de metodologias mais dinâmicas de interação
em rede por maio das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação
fazendo uso da educomunicação com ênfase nas redes sociais. Essa
mudança é necessária para promover o uso de múltiplos meios
digitais que superem o tempo e o espaço no processo de ensino e
aprendizado envolvendo e empoderando os docentes universitários.
Como afirma Kenski:
A
urgência de propostas inovadoras para a formação de qualidade
precisa ser prioritária para a atualização didática digital dos
professores que atuam nos cursos superiores. Quando estes assumirem
usos diferenciados para a ação em redes, mediadas pelas mídias
disponíveis, poderemos ter esperanças de que as transformações na
formação de professores para os demais níveis de ensino irão
começar a acontecer. (KENSKI, Disponível Om Line)
3. Os Tipos de Modalidades Formativas:
Diante das
exigências da sociedade do conhecimento é necessária uma
verdadeira revolução de ideias e propostas nas estruturas das
instituições formativas, bem como nos currículos de formação
docente. Conforme questiona Kenski,
O que é
possível ensinar em um momento em que as informações estão tão
disponíveis, pulverizadas, múltiplas, fragmentadas e acessíveis em
diferenciados meios (e mídias)? O que se precisa aprender em um
momento em que a informação é farta e o tempo das pessoas é
escasso? O que se precisa aprender em um momento em que as bases do
conhecimento estão em permanente discussão? Em que as atenções
são direcionadas para inovações, ao devir anunciado e
imediatamente ultrapassado? O que é preciso aprender para conviver
com espaços, seres, instituições e procedimentos fugazes,
voláteis, que se alteram permanentemente? Como atuar em um momento
em constante re(definição) pessoal, cultural e social? (KENSKI,
Disponível On Line)
Diante
do exposto é pertinente tecer algumas considerações sobre a
necessidade de individualizar o processo de ensino e aprendizagem e
ao mesmo tempo estimular o trabalho em equipe e a cooperação em
rede. Nesse sentido o trabalho profissional docente precisa ir além
do conhecimento acumulado historicamente pela humanidade e buscar
desenvolver princípios, valores, ética e respeito aos ser humano e
sua diversidade.
Além da
formação massiva em salas de aulas na academia, a formação
docente pode fazer uso das TICs (Tecnologias da Informação e
Comunicação) como suportes digitais para a busca de um espaço mais
amplo e democrático por meio das Redes Sociais e seus recursos,
possibilitando assim uma intercomunicação mais dinâmica entre os
participantes do processo de uma formação mais colaborativa. Para
tanto serão organizados grupos de trabalho com os docentes, módulos
de formação, oficinas e conferências com ênfase na teoria de
aprendizagem do conectivismo, objetivando assim um aprendizado
cooperativo e colaborativo.
O uso das TICs
não é um substituto da modalidade presencial, mas uma ferramenta
para uma ação mais cooperativa entre professores e estudantes por
meio da convergência entre Redes de integração presencial e à
distância (EAD). Conforme expõe KENSKI:
O
desafio do ensino superior em relação à EAD está, entre outros,
na possibilidade de convergência entre as duas modalidades:
presencial e a distância. A integração entre ambas, respeitando-se
as especificidades de cada modelo de ensino, é mais uma questão
cultural do que estrutural no seio da universidade. A diluição das
fronteiras entre presencial e a distância se inicia pela compreensão
de que em ambas as modalidades estão presentes professores e alunos
da mesma universidade e que, portanto, devem possuir os mesmos
direitos e ter os mesmos deveres (KENSKI, Disponível On Line)
Kenski também
conclui que:
O grande
desafio está justamente na convergência de todos os participantes
dos cursos, independente da modalidade, para o fortalecimento da
formação acadêmica de alto nível. Essa integração requer que a
universidade trate todos os seus alunos como iguais, independente da
modalidade em que eventualmente estejam matriculados. Significa a
possibilidade de transição entre as duas modalidades e a inserção
dos alunos de EAD nos grupos e projetos de pesquisa realizados nas
IES e vice-versa. (KENSKI, Disponível On Line)
4. Os Conteúdos da Formação:
Os conteúdos
da ação formativa dos docentes universitários deve envolver não
apenas novas propostas de estratégicas didáticas e metodológicas,
mas obrigatoriamente o uso da Internet com suas diferentes
tecnologias e plataformas digitais e bancos de dados, bem como o uso
dos inúmeros recursos didáticos/pedagógicos disponíveis em
provedores como o Google e nas diferentes Redes Sociais como
Facebook, Instagran, GETTR e Twitter, para citar algumas. Os
conteúdos sempre devem estar conectados com o surgimento das
inovações tecnológicas e suas possibilidades de aplicação
prática e objetiva no processo educativo, desde o uso do celular,
Webconferências, e até mesmo o uso da holografia, por exemplo. Os
conteúdos serão trabalhados com ênfase em procedimentos didáticos
inovadores por meio da educomunicação com fundamentação na teoria
de aprendizagem do conectivismo, a qual preconiza uma conexão entre
pessoas e a tecnologia.
5. A Duração da Ação Formativa:
A duração da ação formativa
ocorrerá durante um semestre letivo conforme o seguinte cronograma:
Período
|
Tema
|
Ação
|
Julho/Agosto
|
Modelos
de Formação
|
Grupo
de Trabalho e Oficina
|
Agosto/Setembro
|
Modalidades
Formativas
|
Módulos
de Formação
|
Outubro/Novembro
|
Conteúdos
da Formação
|
Conferência
|
Referência:
KENSKI, Vani Moreira. A urgência de propostas inovadoras para a
formação de professores para todos os níveis de ensino. Disponível
em:
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5814347/mod_folder/content/0/A%20urg%C3%Aancia%20de%20propostas%20inovadoras.pdf.
Acessado em: 01 de Agosto de 2022.